
Não nós importamos, já sofremos com a seca, e com a fome.
O pouco que temos morre; nosso gado, nossa gente.
Todo mar tem uma praia, com sombra a água fresca.
Vou construir minha jangada pra pescar no mar.
O povo aqui de casa zomba, “ESTAMOS NO DESERTO BRASILEIRO!”
Mas o profeta disse: “O sertão vai virar mar, e o mar vai virar sertão.”
Já adianto tudo, me despeço das palmas e das palmeiras, das arvores já mortas
Despeço-me do chão rachado pelo sol que arde logo cedo.
Despeço-me do seu João da venda, da Dona Maria da pensão.
Fico esperando na janela da casinha de chão batido.
O meu mundo só vai até onde meus olhos enxergam.
Quem sabe um dia enxergarei além dos segredos do mar.
Pois ele virá até mim.
Com mar ou não, daqui eu não arredo o pé.
Por mais difícil que seja habitar o “Inferno na Terra”;
Espero nunca entoar a canção de quem está longe de casa.
Não me lembro o nome, nem quem escreveu;
Mas lembro de alguém dizendo:
O pouco que temos morre; nosso gado, nossa gente.
Todo mar tem uma praia, com sombra a água fresca.
Vou construir minha jangada pra pescar no mar.
O povo aqui de casa zomba, “ESTAMOS NO DESERTO BRASILEIRO!”
Mas o profeta disse: “O sertão vai virar mar, e o mar vai virar sertão.”
Já adianto tudo, me despeço das palmas e das palmeiras, das arvores já mortas
Despeço-me do chão rachado pelo sol que arde logo cedo.
Despeço-me do seu João da venda, da Dona Maria da pensão.
Fico esperando na janela da casinha de chão batido.
O meu mundo só vai até onde meus olhos enxergam.
Quem sabe um dia enxergarei além dos segredos do mar.
Pois ele virá até mim.
Com mar ou não, daqui eu não arredo o pé.
Por mais difícil que seja habitar o “Inferno na Terra”;
Espero nunca entoar a canção de quem está longe de casa.
Não me lembro o nome, nem quem escreveu;
Mas lembro de alguém dizendo:
“Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar –sozinho, à noite
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.”

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